Atualmente os Sistemas de Informações Geográficas vêm ganhando espaço dentro das Prefeituras Municipais. As dificuldades em localizar informações precisas e tempo demandado, estão levando as Prefeituras a repensarem o modelo de gestão das informações.
Mapas digitais vinculados à bancos de dados e imagens de satélite, tem sido uma importante ferramenta no auxilio a gestão e tomada de decisões. A implantação dos Sistemas de Informações Geográficas têm se dado em quatro etapas, sendo elas:
1 - Aquisição de aerofotos ou imagens de satélite de alta resolução: É importante antes de dar início a qualquer projeto de implantação de Geoprocessamento, ter definido o foco e área a ser trabalhada. Para mapeamento das áreas urbanas têm se utilizado muito as aerofotos por possuir resolução espacial superior às imagens de satélite de alta resolução, contudo, dependendo do propósito estão são utilizadas. Por exemplo, para planejamento territorial, determinação de áreas de expansão urbana, estudos de viabilidades de empreendimentos, estudos de Impactos Ambientais, identificação de obras irregulares como piscinas, churrasqueiras, edículas, etc. A detecção de irregularidades facilita a conferência in loco, direcionando os fiscais diretos aos pontos que apresentaram anomalias em relação ao cadastro da prefeitura. As conferências in loco em muitos dos casos comprovam a irregularidade detectada através da imagem o que acaba por aumentar a arrecadação do IPTU. Na maioria dos casos esse aumento de IPTU acaba por pagar a implantação do Geo ainda no primeiro ano de arrecadação.
Para restituição e atualização de bases cartográficas ainda são utilizadas aerofotos.
2 - Mapeamento Digital e Conversão de Dados: a etapa seguinte à aquisição e georreferenciamento das imagens/aerofotos, é a restituição, ou seja vetorizar sobre a imagem as edificações, arruamento, quadras, hidrografia..., tendo como produto mapas digitais (base cartográfica). Na seqüência tratar os dados cartográficos, na maioria das vezes se faz necessário o tratamento ou estruturação para serem utilizados nos SIGs.
3 - Levantamento de Dados em Campo: após as bases cartográficas estarem aptas a serem utilizadas pelo Sistema de Informações Geográficas, são definidos os atributos e variáveis de interesse a serem levantados. Na seqüência o sistema é instalado em pockets, e a equipe de apoio de campo fará o levantamento in loco já imputando os dados no próprio sistema, ao final do dia os dados são descarregados em máquinas mais robustas que farão o gerenciamento dos dados. Este tipo de levantamento tem uma grande contribuição ambiental, pois poupa milhares de formulários que seriam utilizados no cadastramento tradicional.
4 - Gerenciamento dos dados: Após importados todos os dados para o Sistema de Informações Geográficas segue a etapa de gerenciamento, esta permite o usuário coletar, manusear, analisar, cruzar e exibir dados referenciados espacialmente e apresentar mapas temáticos de acordo com as consultas. Essa combinação de dados espaciais, mapas digitais, hardware, software permitem aos usuários de SIG análises multitemporais, projeção de cenários, sendo uma importante ferramenta de apoio à tomada de decisões.