A partir deste mês, os moradores de Londrina (Norte do Estado) poderão acompanhar mensalmente a qualidade da água dos rios e córregos da cidade. A novidade faz parte do trabalho feito em parceria pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e o Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), que teve seus primeiros resultados apresentados nesta sexta-feira (14).
Nesta etapa inicial, 37 pontos foram avaliados. Mas, segundo o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, a meta é chegar a 60 nos próximos meses. "Quanto mais soubermos sobre a realidade destes rios, melhores e mais direcionadas serão nossas ações de licenciamento, fiscalização, conscientização e educação ambiental na região", disse Rasca.
Segundo ele, as informações serão incluídas em um grande banco de dados que, depois de conhecido por toda a população, influenciará em novos hábitos de preservação das águas de toda a cidade.
Alguns pontos - como os rios Cafezal, Cambé, Jacutinga, Limoeiro e Lindóia - são bastante conhecidos pela comunidade. Também foram incluídos locais como as barragens do Centro de Exposição e do lago Igapó, Lago Norte e a foz do rio Tibagi. De acordo os resultados apresentados nesta sexta-feira, 26 pontos tiveram análise positiva - classificados como regulares (18), bons (03) e ótimos (05). Outros 11 foram avaliados como ruins.
Para definição do Índice de Qualidade da Água (IQA) foram considerados nove parâmetros - coliformes fecais, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), fósforo total, nitrogênio total, oxigênio dissolvido, PH, sólidos dissolvidos, turbidez e temperatura.
"Com estes resultados em mão, começa a segunda etapa do trabalho", comentou o presidente do Ceal, Nelson Brandão. Equipes vão a campo conferir as causas das avaliações negativas. Uma das já constatadas foi a ausência de mata ciliar em determinados locais. "Em dias chuvosos, a água perde qualidade devido à erosão das margens", acrescentou Brandão.
PARCERIA - O monitoramento conjunto começou há quase um ano, com a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica entre as duas entidades e Promotoria de Meio Ambiente de Londrina, que entrou com o recurso para elaboração de um programa para sistematizar as informações, e Universidade Estadual de Londrina, que disponibilizou especialistas para o trabalho.
À Secretaria coube a análise das amostras de água coletadas, realizadas nos laboratórios do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Londrina e Curitiba. Já o CEAL ficou responsável pela execução dos trabalhos.
"Os primeiros resultados do monitoramento já estão disponíveis no endereço eletrônico do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina -http://www.ceal-londrina.com.br", concluiu Brandão.
Fonte: Agência Estadual de Notícias
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=35941